Notícias da reconstrução do Chile - Em português
Amados irmãos,
Já faz cinco meses do terremoto que afetou o Chile, em 27 fevereiro de 2010. Posso descrever como tem sido este processo, em termos de ajuda e reconstrução.
Embora a cidade de Santiago esteja funcionando normalmente, e os tremores pararem, na área central posso destacar que a questão é lenta, em relação à reconstrução de estradas e soluções para os mais necessitados.
Em alguns casos, eu imagino, que isso acontece porque as seguradoras não entregaram os seus relatórios sobre as condições do material dos apartamentos, e não deram caminhos para determinar quem deve assumir os prejuízos financeiros. Porém a cada dia que utilizamos estas estradas, lembramos dos acontecimentos ao olhar as rachaduras e os níveis de piso no solo, gerando um engarrafamento na volta à casa.
Infelizmente, muitas pessoas tiveram perda total de seus apartamentos e as imobiliárias não se responsabilizam pelos danos causados. Também, o governo tem impedido que as pessoas peguem as suas coisas por o perigo de desabamento. Estas pessoas estão praticamente na rua e agora vivem a dificuldade de não ter nada e, hoje, moram com parentes e quem tem mais recursos aluga alguma casa para recomeçar a vida de zero.
Nas áreas mais danificadas continua tremendo, de Rancágua até Concepción, às vezes muito forte, a média é 6,6 Richter (Se este tremor fosse em outro país isto seria considerado um novo terremoto). Nestas cidades do sul, que foram bastante afetadas pelo terremoto, estão crescendo aos pouco. Desde março até hoje, as providencias do governo foram abrigar as famílias que perderam tudo, dando-lhes casas de emergência para enfrentar o inverno.
Infelizmente, o clima não tem sido favorável neste inverno está muito frio, muitas crianças são afetadas por gripes ou pneumonia. Em algumas áreas do sul os hospitais estavam cheios e, não são suficientes, orientando as pessoas a voltarem para suas casas. O perigo de tudo isso é que as temperaturas são muito baixas e as casas, roupas, agasalhos estão molhadas e só piora a situação.
A ajuda ainda é necessária para atender as famílias, mas ao longo do tempo as pessoas têm esquecido dos mais necessitados. Com a angustia temos visto famílias que perdem seus alimentos, por serem perecíveis e não ter como congelar suas comidas, carnes, leite etc.
Várias campanhas, com número muito limitado, são feitas para ir em auxílio destas pessoas que não têm o que comer no dia-a-dia, porque eles perderam todas as suas fontes de trabalho.
Agradecemos a carga de alguns irmãos e pessoas que, não sendo crentes, secretamente fazem eventos, coletas de alimentos não-perecíveis e cooperam com a construção de casas de emergência.
Nosso pedido ainda é a oração para o nosso país. Sabendo que Deus está no controle de tudo.
No amor do Senhor
Daniel Nahuelpan






