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MUNDO - Ajuda Humanitária
Igrejas se mobilizam e enviam ajuda para o Haiti
O secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Rev. Olav Fykse Tveit, expressou condolências e solidariedade com o povo do Haiti, após o terremoto e convocou as igrejas a dar apoio imediato aos esforços de ajuda.
O tremor de 7.3 na escala Richter atingiu a capital Porto Príncipe dia 12 de janeiro por volta das 17h, destruindo, entre outros edifícios, o maior hospital do país.
No Haiti, as catástrofes naturais tem sido agravadas pela instabilidade politica, a violência e o consequente estado de miséria, que atinge 80% da população. Em 2004, três mil pessoas morreram vítimas do Furacão Jeanne.
A ACT (Action by Churches Together), Ação Conjunta de Igrejas, uma aliança de igrejas que trabalha no salvamento e assistência a vítimas de catástrofes já está se mobilizando para uma resposta rápida ao povo do Haiti. Oremos por esse trabalho, pelas igrejas presentes no país, e por toda a população que sofre neste momento.
A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança da Igreja Católica, Zilda Arns, estava no Haiti para uma missão humanitária e morreu, atingida pelo terremoto. A informação foi divulgada na manhã de quarta-feira 13, pelo gabinete do senador Flávio José Arns, sobrinho de Zilda, em Curitiba. Ele irá acompanhar a missão brasileira que seguirá na manhã de quarta-feira, 13, para o Haiti. "Ela faleceu mesmo. Ela estava junto com um tenente e os dois foram atingidos e morreram", disse Flávio Arns.
Zilda Arns Neumann tinha 73 anos, era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Seu falecimento é uma imensa perda para o país.
O Exército Brasileiro também confirmou a morte de quatro militares: o sargento Davi Ramos de Lima, o tenente Bruno Ribeiro Mário e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani. Todos os militares seriam membros do 5º batalhão de infantaria-leve das forças brasileiras no Haiti, em missão de paz no país. Contudo, outros nomes podem ser divulgados no decorrer do dia. A Igreja Metodista se solidariza com os familiares das vítimas neste momento de dor, pedindo que o Espirito Santo os conforte imensamente, na fé e esperança de que "bem aventurados são os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5.9)
Fonte: Metodista
Data: 15/01/2010